Já não digo mais nada

Segundo exemplo: Marcelo Rebelo de Sousa, após rivalizar com La Palisse ao dizer que “uma das suas prioridades era a Saúde” e com isso fazendo de nós parvos (para quem não é?) enredou-se numa soma de considerandos tão demagógicos que se fica de boca aberta. Há mais cómodo, mais fácil, mais popular, do que evocar os “cortes na Saúde” num país como o nosso, onde tal acusação vende sempre? Não há. O que dá que pensar é que Marcelo também tenha ido por aí, passando intencionalmente tão ao lado das verdadeiras lições deste tristíssimo caso. E do que o caso (lhe) forneceria de inspiração e argumentação para separar o trigo do joio. E até para no ensejo da sua eventual ocupação do Palácio de Belém, prometer patrocinar aquilo de que precisamos como pão para a boca: um grande, participado e nacional debate público sobre o futuro da Saúde. Isso sim, teria sido fazer pedagogia politica. Mas deu-lhe mais jeito – voto oblige – substituir pedagogia por demagogia.

Dá que pensar, sim. É o mínimo que se pode dizer.

Maria João Avillez,  Observador.

Artigo completo aqui.

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