Sobre génios e genialidades

Escreve Laurinda Alves.

Felizmente dos medíocres não reza a História e também por isso vale a pena ler “Génio”, para percebermos os caminhos que levam a verdadeiras conquistas para a humanidade. Vejamos, então, em que consiste a anatomia do génio, segundo Harold Bloom.“O génio autêntico tem sempre a capacidade de nos absorver” e chega-nos como que através dos poros, fazendo-nos dedicar-lhe um interesse ou uma atenção totais. “O génio afirma a sua autoridade sobre mim, quando reconheço poderes maiores que os meus”.

Bloom, que escreve apenas sobre génios que já morreram, interroga-se naturalmente sobre a relação entre o génio recente, contemporâneo, e a autoridade estabelecida. Ou seja, pergunta-se se existe ligação entre as pessoas com autêntico génio e as pessoas que hoje em dia representam a autoridade. “Neste momento, no início do século XXI, eu diria: ‘pois nenhuma, absolutamente nenhuma’. As nossas confusões sobre os padrões canónicos para o génio transformaram-se em confusões institucionalizadas, de modo que os nossos julgamentos acerca da diferença entre o talento e o génio estão à mercê dos meios de comunicação e obedecem às políticas culturais e aos seus caprichos”.

Laurinda Alves, Observador, 10 Maio 2016

O artigo completo aqui.

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