Vá lá, o futebol é bonito

Giaccherini: Os altos e baixos do pequeno grande jogador 

A vida é feita de altos e baixos, sempre ouvimos dizer. Quem melhor para confirmar esta máxima que Emanuele Giaccherini, um grande jogador com 1,67m.

Entrar no mundo do futebol não foi nada fácil para o miúdo Emanuele. A sua baixa estatura parecia estar a levar a melhor sobre a sua velocidade e capacidade de improvisação. Para piorar a situação, uma lesão grave quando tinha apenas 15 anos parecia deitar por terra o sonho do adolescente irrequieto.

Giaccherini não desistiu, e depois de muitas rejeições conseguiu convencer o Cesena – então na 3ª divisão – a dar-lhe um lugar no plantel, estavamos em 2004.

Acontece que Giaccherini não jogou muito e pediu para ser emprestado a clubes de divisões abaixo para poder ter mais jogos nas pernas. As pernas pregaram-lhe mais uma partida. Mais uma lesão, mais um problema. Uma dupla fractura no tornozelo fez com que o pequeno jogador perdesse uma época inteira entre médicos e recuperação.

Entre pensamentos de desistência e laivos de raiva por não querer abandonar o sonho de jogar à bola, Emanuele persistiu e conseguiu. Voltou a jogar, e entre, 2008 e 2010, ele e o Cesena subiram duas divisões consecutivamente.

As sua prestações cairam no goto a Antonio Conte, que depois de uma tentativa falhada de o levar consigo para o Siena em 2010, conseguiu, um ano mais tarde, já na Juventus, convencer os responsáveis do clube de que Giaccherini, ao preço que estava, era um verdadeiro achado – 3 milhões de euros.

Nos dois anos que esteve ao serviço do colosso italiano, Giaccherini, ganhou outros tantos campeonatos. E pese embora tenha contribuído para esses dois títulos, o jogador sentia necessidade de jogar com maior regularidade uma vez que aquela equipa era só craques, e pediu para sair. Não resistiu ao glamour da Premier League e assinou pelo Sunderland por 7 milhões de euros.

Em 2012 é a surpresa na lista final de 23 jogadores que Cesare Prandelli levou para o Euro coorganizado pela Polónia e Ucrânia. Foi titular no primeiro jogo contra a campeã Espanha e muita gente ficou de boca aberta. Assentou que nem uma luva naquele 3x5x2 ao estilo italiano.

Mas a vida, por Terras de Sua Majestade, não lhe correu às mil maravilhas. Como um mal nunca vem só, depois de uma primeira época azarada dentro de campo na segunda ressentiu-se da lesão no tornozelo e esteve quase o ano todo sem jogar. As saudades de Itália apertavam.

A oportunidade de voltar à Serie A surgiu pela mão de Roberto Donadoni, treinador do recém promovido Bolonha. Giaccherini voltou a ser feliz e as suas brilhantes exibições ao serviço do clube valeram-lhe nova chamada à squadra azurra.

Foi titular no primeiro jogo do Euro contra a Bélgica, marcou, foi o melhor em campo e a Itália ganhou 2-0.

Expresso, 17 Junho 2016

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