Pedra minha

Dei um pontapé numa pedra. Essa é a parte que não percebes. Estas coisas acontecem todos os dias em toda a parte do mundo. Fui um caminheiro numa longa caminhada, onde saltei, gritei, chorei e sorri. Foi um trilhar de emoções, e eis que bato numa pedra. Sim um pontapé numa pedra estacionada aqui há anos suponho eu.

E prossegui. Por esse caminho, sem areia que não alcançasse ou mar que estivesse na minha vista, para poder gritar “mar à vista”. Afinal estava lá tudo, Afinal tu eras eu, e os teus olhos pequenos eram meus. Só mesmo os olhos.

Dei outra vez um pontapé numa pedra. A pedra estava lá aos anos. Nada vi, nada disse, e passei encoberto pela sombra da noite que caía já cerrada.

A pedra sempre esteve aqui. Eu é que andei aos pontapés no sítio errado.

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